Grandes marcas disputam na revolução do e-commerce após coronavírus

Enquanto as vendas físicas caem em muitos segmentos, com impacto provocado pela pandemia do coronavírus e isolamento social, as grandes varejistas brasileiras, assim como outros segmentos do comércio eletrônico, disputam no que já chamam de “revolução do e-commerce”, com aumento das oportunidades e inovação nos canais de vendas online e offline. O delivery cresce e as surpresas são bastante positivas, acompanhando e se adequando às mudanças de hábito dos consumidores dia a dia.

Sabemos que a perda de clientes foi sensível para muitos empresários, de diversos setores, tanto das lojas físicas quanto dos e-commerces, que tiveram aumento em suas concorrências, mas a verdade é que o momento é de oportunidade e surgimento de novos negócios.

Trimestre é positivo para as grandes varejistas 

O último trimestre foi positivo para as grandes varejistas de e-commerce brasileiras e a tendência para os meses seguintes é de seguir os dados positivos desta temporada fomentada pelo coronavírus, por vendas e promoções, algumas na madrugada e com propostas criativas que surpreendem o público, antes acostumados com regras mais rígidas, para compra e até para devolução e troca. As facilidades são maiores para pagamentos, acesso e os prazos mais flexíveis, atraindo consumidores carentes e desejosos por produtos, serviços e atendimento imediato. 

Segundo o Mercado Livre, mais do que as companhias de varejo de alimentos e farmácias, que obviamente se destacaram positivamente em meio à pandemia do coronavírus, as empresas nacionais com grande exposição ao e-commerce também fazem parte do seleto grupo de destaque. 

Com as medidas de isolamento social, que levam mais pessoas a buscarem meios para adquirir os produtos necessários, além das lojas físicas, gigantes como Magazine Luiza, Lojas Americanas, Ponto Frio e Casas Bahia, abocanham uma fatia enorme de mercado.

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Apesar da queda de suas ações na bolsa de valores logo após os primeiros balanços da crise, as projeções se confirmaram e os resultados das empresas brasileiras de e-commerce foram muito bem recebidos pelo mercado.

Os papéis do Magazine Luiza (MGLU3), por exemplo, tiveram valorização de 41,59% em 2020 e alta de 72% somente entre os meses de abril e maio. Os ganhos foram ainda mais expressivos para a Via Varejo (VVAR3),  - responsável pelas redes de lojas das bandeiras Casas Bahia e Pontofrio - com disparada de 130,68% no ano e alta mais modesta, de 9%.

Oportunidades e iniciativas que rendem na crise


Mesmo com uma visão tão positiva para os balanços de forma geral, alguns resultados saltaram aos olhos dos analistas e investidores.Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, segundo publicação na Infomoney, os resultados deixam o Magazine Luiza na posição de líder e uma das principais vencedoras da atual crise. Os quesitos avaliados foram: crescimento do comércio eletrônico, melhores prazos de entrega e comercialização de novos segmentos.

A B2W está utilizando as Lojas Americanas para fazer vendas e entregas, bem como realizando a venda digital através dos aplicativos “clique e retire na lojas”. A maioria (70%) das lojas da Americanas fica fora dos shopping centers e pode fazer as entregas para pedidos online, registrando crescimento de 6,5% nas vendas. 

O “ship from store” (compre online e receba da loja mais próxima) foi expandido de 300 para todas as 1.700 lojas físicas da Americanas no Brasil – antes da Covid-19, a meta era que esse processo acontecesse até o final do ano. A empresa ainda aponta que as iniciativas como expedição da loja e click and collect (retirada em lojas de compras feitas pela internet), tiveram um crescimento de 85% e atingiram quase 12% do GMV.

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“Isso é positivo a longo prazo, à medida que os consumidores se familiarizam com a compra online de itens com maior frequência/menor preço, o que é essencial para a ‘segunda onda’ do comércio eletrônico [mais baseado em venda de itens de vestuário, cosméticos e artigos esportivos]”, avaliou o Bradesco BBI, para a Info Money.

Seguindo o exemplo das grandes varejistas, muitas empresas e lojas já se reinventam, contratando colaboradores que foram dispensados para implantação do e-commerce e deliveries. O aumento das vendas no comércio online reforça antecedentes históricos de que o momento de crise pode ser também o de grandes oportunidades e novos formatos de negócios. Sobre isso, leia o artigo!

Apesar de abertos, brasileiros fazem mais compras nos supermercado online

Os supermercados, de acordo com a Ebit/Nielsen, que tradicionalmente têm uma participação baixa de vendas pelo comércio eletrônico, teve um aumento de cerca de 4% no primeiro mês da quarentena. Segundo pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (Apas), 15% dos brasileiros fazem compras de supermercados pela internet, especialmente os jovens entre 16 e 24, estando entre os mais adeptos desta prática (18%) e o número aumenta a cada mês.

Segundo Thiago Berka, economista da Apas, a internet impacta consumidores de diferentes classes sociais, idades e localidades. “A pesquisa quebrou o mito de que pessoas acima de 55 anos não compram no e-commerce. Compram sim”. Mas, ficou claro que deve haver eficiência. “A guerra para conquistar o cliente passa pela logística, que se torna um ingrediente relevante do marketing e da competitividade porque está associada à conveniência”, afirma.

Apesar dos riscos, consumo de produtos não diminui

A preocupação com a pandemia incentivou as vendas de itens de higiene online, por exemplo. A projeção leva em conta a incerteza do momento e o fato das pessoas passarem a evitar locais públicos cada vez mais. O interessante é que nas análises iniciais, até o mês de abril, demonstram que, apesar do risco dos salários e empregos, o consumo de produtos não diminuiu. Em alguns setores, até aumentou, já que muitos estocaram suprimentos e produtos de higiene.

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A lista das 12 marcas que dominam o mercado mundial, publicada pela plataforma Meio & Mensagem, levando em conta os Estados Unidos, os segmentos beneficiados é encabeçada pelas empresas de produtos de limpeza também. Os apps fitness; serviços de streaming, como Netflix, e plataformas de conferências virtuais, como a Zoom, também aproveitam a oportunidade diante do cenário atual.

Dessa forma, fica claro que as empresas podem e devem migrar para o ambiente digital, o mais rápido possível. Ao invés de fecharem suas portas, muitas podem mudar seus planos de negócio. Com a ajuda do marketing digital, um novo e amplo mercado pode ser descoberto. Esperamos que você esteja nele.

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